domingo, 20 de março de 2011

"Cápsula temporal"

Seus olhos bem abertos em alta definição,
não definem o que outros entreabertos vêem até na escuridão.
Sua pele impermeável, com mania de hidratação,
já não sente as gotículas que precedem a precipitação.
Pernas sempre confortáveis sobre rodas, rodas e palpitação,
não rodam, pulam, correm por corriqueira aparição.
Heróis, cosmonautas e medo do escuro sucumbiram em sua cabeça,
dinheiro, maturidade, paralisia, espero que eu nunca cresça.

(Alexandre Pinheiro)

Um comentário:

  1. lmbrei agora o que talvez (linda palavra) nao e de se contar, pois pouca gente ou talvez gente alguma entenda, sao barulhos de interior que divagam para o exterior, liberta-los evaporar,na verdade eu esqueci.......eu continuarei tomando sua pilula todo dia, a pilula da poesia.......
    abraço amigo

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